Publicado por: iomarbatista | 6 de abril de 2009

Tire Lições de Tudo!

Primeira Chuvas

Primeira Chuvas

Este tema é curioso, será que estamos tirando lições do que nos ocorre diariamente, dos nossos erros! E dos acertos? O monitoramento destes é que nos levará ao nosso aperfeiçoamento, que provocará melhoria nos produtos, serviços, processos, tudo que intentamos concretizar. Para que o primor seja alcançado, é necessário nos policiarmos e tomar consciência que a cada instante, podemos fazer bem melhor, o que já realizamos. Precisamos estar atentos para tirar lições de tudo que nos acontece, tanto dos fatos e atos, quanto da leitura de livros, revistas, jornais; participação em capacitações, acesso na internet, assistir televisão, entre tantos outros momentos que se vive. Para mostrar como se pode aprender com estes momentos, compartilharei fatos de um filme em que um pai vive situações bastante diferentes e que por incompetência, desinteresse profissional, se afasta da empresa, acaba com seu casamento, chega até a se distanciar da filha. O protagonista que já passava por situações difícil, precisou ser sacudido pela própria vida, para poder se acordar para a mesma. Trata-se de um funcionário com mais de dez anos de serviços na empresa, que por tempo tem direito a algumas regalias, como por exemplo, uma reserva no estacionamento para aqueles com este período de trabalho. Isto significa uma parada mais próximo ao escritório, de maneira que o colaborador terá um deslocamento mais curto a pé. Numa manhã após pegar a filha em casa, a qual residia com a mãe, pois o casal já estava separado, levou-a para fazer uma visita ao trabalho. Já próximo à empresa conseguiu visualizar uma vaga no estacionamento, olhou em todas as direções e verificou que nenhum outro colega com o mesmo período de ofício estavam chegando, de modo que estacionaria seu carro naquele lugar. Dirigiu-se calmamente para o ponto disponível, ciente que ninguém chegaria antes. Ao mesmo tempo não esperava que algum colega com menor tempo de atividade se atrevesse a ocupar o lugar previsto. Então o inesperado aconteceu, sabendo do seu privilegio foi reivindicar o que lhe era de direito. Ao se aproximar defrontou-se com um destes mal-educados, presunçoso com fisionomia de “armário, sabe com é que é, um fortão”. Mas não se intimidou com isto, pois sabia das suas prerrogativas. Ao pedir que o mesmo fosse estacionar num local para funcionário com menor tempo de serviço, obteve a resposta que não sairia e ainda o esbofetearia se o mesmo insistisse. Achando que este não estava falando sério, insistiu na retirada do mesmo. Como prometido levou aquele soco caindo ao chão, levantou-se e em nova tentativa levou outro, tendo sido desavergonhado na presença da filha que foi em defesa do pai. Isto o deixou arrasado, principalmente por que foi na presença da menina e de vários colegas de trabalho. Deixou a garota na casa da ex-esposa e voltou deprimido para sua residência. A partir de então não saiu mais para nenhum lugar, não atendia telefone, nem retornava as ligações que eram armazenadas na secretária eletrônica, nem mesmo as da filha. Passou a se embriagar e imergir cada vez mais no fracasso. Se a situação era ruim, ficou pior ainda. O chefe de sua sessão percebendo suas faltas pediu para que um dos colegas o visitasse e solicita-se o retorno do mesmo ao labor. A missão foi incumbida a sua melhor amiga de trabalho. Ao bater a porta da casa ninguém atende, insiste várias vezes até que o mesmo de ressaca decide ver quem é. Quando ela entra na residência se depara com uma casa de “cabeça para baixo”, como se um terremoto estivesse passado ali, tudo fora do lugar, várias garrafas de bebidas, um desastre. Busca conversar com o protagonista, atuando como uma psicóloga, ouvindo suas depressões e lhe passando vários incentivos. Na primeira visita não obtém resultado, mas, com a persistência vai sensibilizando o mesmo, de maneira que este faz uma reflexão sobre si e ver todo o filme de sua vida passando em sua cabeça. Deste momento em diante percebe que viveu adormecido. Verifica que é o culpado pelo fracasso como profissional, que isto provocou a sua separação da mulher e que tudo que lhe aconteceu foi culpa do que deixou de fazer. Passa então a ver a vida com outra ótica, volta a trabalhar e começa a se relacionar melhor com os colegas, participa das confraternizações, deixa de ser aquele ser isolado do mundo e mergulha na vida, faz coisa que nunca imaginou em fazer, dança em festas da empresa com a turma como se fosse um moleque, se torna engraçado e conquista a todos ao seu redor. Tudo isto faz muito bem ao mesmo. Sua dedicação ao ofício e seu envolvimento em tudo, o leva a uma promoção para dirigir uma das sessões, com a vantagem de passar a estacionar sei veículo na ala dos diretores e placa com seu nome. Sua amiga se sente muito feliz por sua vitória, por ter conseguido mudá-lo da “água para o vinho”. No filme tem outros pontos, mais o que nos interessa é mostrar que esta é uma lição para todos nós. Será que não estamos adormecidos. Que não podemos lograr resultados mais positivos em tudo que fazemos, tirar lições dos erros e acertos. De tudo que vivemos. Passar o nosso filme e ver todo o nosso passado. Crer que poderíamos ter executado melhor o que fizemos, se acordar como o pai desse filme. Podemos ter uma vida melhor, desde que acreditemos e busquemos fazer melhor o que fazemos diariamente e tirar lições de tudo.

Autor – José Iomar Batista da Silva
Economista – Consultor do Sebrae/Ce
Fundador do http://www.sitedoempreendedor.com.br
Blog – iomarbatista.wordpress.com
Nossos artigos podem ser publicados desde que citado o autor com os dados acima. Por gentileza nos comunique em contatos@sitedoempreendedor.com.br


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