Publicado por: iomarbatista | 23 de novembro de 2012

Colaborador Empreendedor

Veja só a profundidade da expressão colaborador, a mesma passa-nos a significância de que o empregado ou funcionário se propõe a dar mais de si, qual seja assume um nível de responsabilidade maior.  Recentemente fui procurado por um empregado, que aparentemente parecia alguém bastante comum. Porém, o mesmo não estava em busca de um benefício particular, ao contrário, estava intentando informações que pudessem contribuir com a manutenção do negócio onde trabalha, com a consciência de que em o negócio se mantendo no mercado, o seu emprego estava garantido. Isto me chamou atenção, pois veja só, poucos trabalhadores tem esta visão, de irem em busca de solução para as dificuldades da empresa onde trabalha. Este empregado vivenciava tudo dentro do negócio, desde atendimento, vendas, carregamento, contas a receber, contas a pagar. Ressalto que o mesmo não é o gerente do negócio, pois se trata de uma empresa familiar que tem a frete o empresário e a esposa. Mas, pela confiança que o empregado conquistou com o rolar do tempo, passou a ser quase alguém da família. Tendo acesso a praticamente todos os pontos positivos do estabelecimento e também as dificuldade. Ele me comunicou que a empresa já teve há uns 10, 15 anos atrás, momentos triunfantes, o que fez com que a marca do negócio torna-se bem conhecida regionalmente. Mas, com o surgimento de concorrentes, a globalização e comércio  eletrônico – Internet. Os consumidores passaram a ter mais facilidade na aquisição dos bens que necessita. Isto foi provocando a redução no faturamento do negócio e apesar da empresa ter buscado se diversificar, investido noutro segmento de negócio. As coisas ainda assim não iam bem. Mas, é realmente muito difícil um negócio como este ser bem sucedido. Vejam só os pontos importantes que a empresa não realiza. Não há nenhum controle escrito ou eletrônico de entrada e saída de mercadoria. Neste caso o único controle são as notas fiscais e as próprias mercadorias. As contas a pagar são as próprias duplicatas, o que impossibilita o planejamento das contas a receber, faltando-se uma previsão de recebimento das mesmas e um descontrole nas vendas a vista e a prazo, sem se analisar que quantidade se pode vender à vista e prazo. A forma de controle de contas a receber são vales, folhas com o nome e às vezes com a assinatura do comprador. Este documento não tem nenhum valor jurídico, não servindo para cobrança judicial. Por ai já dar para imaginar o pleno descontrole da empresa. Com o mercado globalizado e o gerenciamento inadequado. O empresário se acomodou e não percebeu o que viria doravante. O faturamento do negócio passou a ser reduzir paulatinamente e a empresa lograva uma receita cada vez menor. O empresário crendo que fosse solução, resolveu também investir em outra atividade, a qual não deslanchou, de modo que todo os empreendimentos alcançaram um ponto de equilíbrio muito crítico. O pior é que o empresário não sabia como resolver o caso e não buscava a ajuda das instituições de apoio aos negócios. Começou a retirar recursos de uma empresa para pagar a conta outra e criou-se uma ciranda, onde uma ia cobrindo as contas da outra. O empresário também fazia sua retirada de pró-labore sem regras. Dando origem a uma “bola de neve”. Mais uma vez o proprietário intenta resolução do problema sozinhoe recorrer a agiotas em busca de empréstimo, isto somente gerou mais dificuldade. A melhor coisa a se fazer antes de se chegar a este ponto é procurar ajuda dos Serviços de apoio às empresas, e foi isto que o colaborador veio fazer quando nos procurou. Saber o que poderia ainda ser feito pelo negócio. Será que ainda dar para re-erguer os empreendimentos? Mesmo parecendo que o caso não tenha solução, é preciso se estudar com profundidade a situação e ver que ações devem ser realizadas urgentemente, com o intuito de tirar o negócio do “fundo do poço”. Aqui o próximo passo será a realização de uma vista “in loco” para analisar o caso. Porém, o colaborador veio nos procurar sem a prévia comunicação ao empresário, ou seja, será inconveniente fazer uma abordagem ao negócio neste momento. Desta forma, o colaborador assumiu a incumbência de sensibilizar o empresário a perceber a gravidade da saúde da empresa e demandar os serviços necessários. Todavia, caso o mesmo não demonstre interesse, veremos uma forma de ofertar os serviços que dispomos, da mesma forma que um vendedor faz quando pretende vender porta a porta, vai atrás do cliente e oferta a mercadoria que dispõe. Todo colaborador que tiver este tipo de atitude, merece as de devidas congratulações, portanto, aqui já deixo as minhas, por que o colaborador também precisa ser empreendedor, fazendo de tudo para crescer como profissional, melhorar seus ganhos financeiros, ajudando de todas as formas o crescimento do negócio. Também na hora das dificuldades, há necessidade de se envolver no problema e contribuir com as soluções. Estão não deixe de ser um colaborador empreendedor.
José Iomar Batista da Silva Economista – Pós Graduado em Gestão Consultoria e Projeto Consultor do Sebrae/Ce Fundador do http://www.sitedoempreendedor.com.br
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